Pessoas!

Numa família crescente, com mais ou menos 100 primos de vários gêneros, idades, graus de parentesco e loucura, vcs sabem, a gente tem que aprender a raciocinar rápido, senão....
Bom, na minha infância eu era meio tapada, levava zoeira na cabeça de todos os lados!
Já levei bigato (verme) no bolso da camiseta, sapo morto nas penas, casa fantasma, as piores carambolas do pé, tapa na cara com minha própria mão, já tive que participar de uma brincadeira do copo pq fui trancada no quarto, já andei sozinha numa égua disparada, pq alguém bateu nela enquanto eu montava, só para me assustar, entre outras coisas que só seus adoráveis primos podem proporcionar na sua infância.
Bom, hoje em dia isso poderia ser chamado de bullyng? Sei lá! Mas naquela época era "toma essa tubaína e volta a brincar!".
A gente brincava até altas horas da noite depois ainda pedia para dormir um na casa do outro para continuar, ou ficava no barro no meio dos pés de laranja ou na represa do sítio até ouvir alguém gritar: "vem tomar banho pra jantar". Sem preocupações, sem sequer saber se seu dedo tá sangrando pq chutou o chão ou furou na cerca de arame farpado...
Família grande, italiana, barulhenta, festeira, onde tudo era comemorar e bebemorar.
Ia roubar aquela carne que estava marinando de um dia para o outro num tempero delicioso para o churrasco da família e comia crua mesmo, correndo pra ninguém te pegar, ou fazia cerquinha no copo de coca-cola só para não deixar para os outros tomarem, ou ficava impaciente pq não entendia que o queijo tinha que ficar um tempo descansando, ou o doce de abóbora tinha que esfriar.
Aprender a jogar baralho vendo seus tios e pais jogarem, inclusive a como ganhar aqueles pontinhos a mais e trapacear sem ser descoberto.
Fazer aposta de resultado nos jogos da Copa do Mundo e gastar todo dinheiro em mais carne ou cerveja.
Não se importar se era brincadeira de menino ou de menina, todo mundo jogava taco, futebol, bolinha de gude, bafo, truco, vôlei, brincava de casinha, de família, ia pescar, colher laranja, saía no arranca rabo, na porrada e depois ia andar de rolimã ou bicicleta como se nada tivesse acontecido.
Ah família!
Como eu fui abençoada!

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