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Postado por
Unknown
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"Sabe,
ninguém ama outra pessoa pelas qualidades. Sim. Porque se o critério de
seleção fosse esse, os não fumantes, ricos, honestos e simpáticos teriam que
criar um sistema de senha para selecionar, não é?
Por
mais que o poder e o dinheiro tenham conquistado uma ótima posição no ranking
das virtudes, o amor ainda lidera com folga. Tudo o que todos querem é amar.
Encontrar alguém que faça bater forte o coração e justifique loucuras. Que
nos faça entrar em transe, cair de quatro (no sentido figurado.rs), babar na
gravata.
Mas isso não seria amor e sim paixão. Depois que acaba esta paixão retumbante, sobra o que? ai sim, sobra o amor. Mas não o amor mistificado, que muitos julgam ter o poder de fazer levitar. O que sobra é o amor que todos conhecemos, o sentimento que temos por mãe, pai, irmão, filho. É tudo o mesmo amor, só que entre amantes existe sexo. Não existem vários tipos de amor, assim como não existem três tipos de saudades, quatro de ódio, seis espécies de inveja. O amor é único, como qualquer sentimento, seja ele destinado a familiares, ao cônjuge ou a Deus. A diferença é que, como entre marido e mulher não há laços de sangue, a sedução tem que ser ininterrupta. Por não haver nenhuma garantia de durabilidade, qualquer alteração no tom de voz nos fragiliza, e de cobrança em cobrança acabamos por sepultar uma relação que poderia ser eterna. Casaram. Bacana! É um tal de "Te amo prá lá, te amo prá cá". Lindo, mas insustentável. O sucesso de um casamento exige mais do que declarações românticas. Entre duas pessoas que resolvem dividir o mesmo teto, tem que haver muito mais do que amor, e às vezes nem necessita de um amor tão intenso. Não sou casado e na real, nem sei se quero isso. Mas vivo isso na minha família. Minha irmã casou e separou, todos meus primos acima de 25 anos estão casados e vejo como a vida de cada um segue. Por isso, vai algumas dicas de um "observador nato".
É
preciso que haja, antes de mais nada, respeito. Agressões zero. Disposição para
ouvir argumentos alheios. Alguma paciência. Não pode haver competição. Nem
comparações. Tem que ter jogo de cintura para acatar regras que não foram
previamente combinadas. Tem que haver bom humor para enfrentar imprevistos,
acessos de carência, infantilidades. Tem que saber levar. Tem que haver
inteligência. Um cérebro programado para enfrentar tensões pré-menstruais,
rejeições, demissões inesperadas, contas pra pagar. Tem que ter disciplina
para educar filhos, dar exemplo, não gritar. Tem que ter um bom psiquiatra.
Não adianta, apenas, amar.
Entre
casais que se unem visando a longevidade do matrimônio tem que haver um pouco
de silêncio, amigos de infância, vida própria, um tempo pra cada um. Tem que
haver confiança. Uma certa camaradagem, às vezes fingir que não viu, fazer de
conta que não escutou. É preciso entender que união não significa,
necessariamente, fusão. E que amar, "solamente", não basta.
Entre homens e mulheres que acham que o amor é só poesia, tem que haver discernimento, pé no chão, racionalidade. Tem que saber que o amor pode ser bom, pode durar para sempre, mas que sozinho não dá conta do recado. O amor é grande mas não é dois. É preciso convocar uma turma de sentimentos para amparar esse amor que carrega o ônus da onipotência. O amor até pode nos bastar, mas ele próprio não se basta.
Um
bom Amor aos que já têm!
Um
bom encontro aos que procuram!
E
felicidades a nós!!"
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